Quinze

Como o prometido é devido, aqui vai...

Que tudo o que se passou ainda lateja na minha mente e me consegue quase sufocar nos dias maus é verdade. Que eu quero ultrapassar tudo é verdade. Que as coisas mudaram tanto desde o início do ano letivo é verdade. Que pessoas que eu nunca pensei que me perdoassem neste momento tratam-me mesmo muito bem também é verdade. No entanto que eu sinto falta do ano passado, também é verdade. Mas devido ao meu penúltimo post não vou escrever mais sobre sentir falta, mas sim, o que sinto por sentir falta. Acho que de todos os meus leitores nenhum espera o que eu vou dizer a seguir...mas quando eu digo sentir falta, desta vez não me refiro a amigas, a grupos de amigas, à turma unida...neste momento refiro-me a uma pessoa, ao Collin. Podem acreditar ou não, mas desde que eu e ele nos voltamos a falar que eu tenho tido uma pequena luta interior para não voltar,não digo a amá-lo porque muito sinceramente acho que nunca amei alguém mesmo intensamente, mas digo a gostar dele, a voltar a estar apaixonada. No entanto quanto melhor me voltava a dar com ele, maior a luta ficava. Até que me apercebi, eu provavelmente nunca deixei de gostar, simplesmente a mágoa, o ódio e a dor era o que se destacava quando o assunto era ele. Então sentindo-me mais fraca do que nunca, admiti para a BP a verdade, ao admitir para ela era como se estivesse a admitir para mim também, era como se estivesse a admitir para o Mundo. Não me esqueci do que se passou, claro que não, mas vendo bem, desde o início da minha paixoneta por ele no ano passado...aconteceram bastantes mais coisas boas do que coisas más. Sofri muito por ele, sofri, ninguém imagina o quanto, mas digam-me que história de romance de um bom livro que dará origem a um bom filme não tem sofrimento lá? Apesar é isso, o sofrimento, as lágrimas, as discussões, as palavras mal ditas que fazem com que algo valha a pena. Isto até pode ser o masoquismo típico Português a falar mais alto, mas para existir momentos bons, têm de existir momentos maus, por isso, mesmo contra todas as probabilidades, contra a maioria das pessoas, contra a lógica, e a favor dos clichés dos filmes ainda consigo ter uma pequena fé que possamos voltar a ser como antes e a seguir ser mais ainda e existirem entre nós momentos muito bons. Afinal o que move o mundo, o que nos deixa a todos tão agitados, fora de nós, são as emoções e é o acreditar, fazer por acreditar e por acontecer. Se vai ser mais um esforço em vão? Provavelmente, dentro de um mês já nem somos da mesma turma, mas isso tanto pode ser melhor como pior. Mas apesar de tudo o que se passou ele ainda consegue ser querido para mim. Não vou dizer que ele gosta de mim, porque isso é quase impossivel, mas sei lá o que pode acontecer.



Sinto-me estupidamente lamechas depois de escrever este texto, a única coisa que tenho a dizer é que Maio costuma ser ou muito bom, ou muito mau, e este ano é ano de ser bom, por isso, até Maio pode mudar as coisas.
Desculpem lá isto, não foi uma boa maneira de voltar, senti-me como uma menina de 14 anos outra vez, GOD, eu não sei o que vai acontecer desta vez só espero que agora seja sem dor.
Fiquem bem :)

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