terça-feira, 30 de agosto de 2016

Material Escolar para este ano

Universitários e futuros universitários, neste post vou contar-vos o que pretendo comprar de material escolar e como usá-lo, neste 2º ano de Universidade. Antes de mais tenho a dizer que esta foi uma ideia da Sasha, eu vou tentar dar umas dicas, mas tenho a dizer que estão a ler dicas da pessoa mais desorganizada de sempre, por isso, espero que além de vos ajudar, ajude-me a mim mesma.

Como disse ali em cima, eu sou a pessoa mais desorganizada da vida e a universidade está sempre a pôr-vos à prova em questão de tempo e horários, por isso, a coisa que eu acho mais importante vocês terem, mesmo que como eu nunca tenham usado porque a cabeça servia, é uma AGENDA. A cabeça antes servia, mas agora esquece, não sei se é do álcool, das noites mal dormidas, da quantidade de responsabilidades que tens, mas é importante, acreditem, eu senti mesmo a necessidade de ter uma. Lá podem apontar tudo o que planeiam fazer. Assim nunca se vão esquecer de eventos, testes, aulas extra, festas, praxes, jantares de curso, reuniões, etc...podem também utilizá-la para planear o estudo, para marcar horas para fazerem desporto, para apontar o que falta comprar em casa...everything.
Agora vamos para a parte das aulas mesmo e do estudo.
Eu este ano, devo utilizar uma capa/dossier, e vou dividir pelas cadeiras que tenho com os separadores, e esta capa fica em casa e é lá que guardo os apontamentos dos professores (mais conhecidos como ppts que passam nas aulas), fichas, apontamentos teus, apontamentos dos amigos, apontamentos dos mais velhos, apontamentos da patroa, apontamentos do mentor e resumos teus (os mais importantes). Para as aulas levem apenas um caderno A5, 1/2 canetas (lápis e borracha se preferirem, a vossa forma preferida para anotar, basicamente), post-its, que dá para todas as cadeiras, e no final do dia, ao fim de semana, ou quando a vossa agenda disser que vocês têm tempo para essa cadeira, passam os apontamentos de forma mais organizada para a capa.
Tenham também uma capa/pasta/coisa com micas para se for preciso levarem documentos direitinhos a algum lado, ou protocolos para as aulas, ou esses resumos da matéria que querem/precisam de estudar para casa no fim-de-semana, de forma a não terem de levar um dossier inteiro.
Deixem-me só avisar que o meu curso é mais de marrar, por exemplo para quem tiver cadeiras com mais cálculos e assim, aconselho um caderno por cadeira, porque os cálculos que vais fazer nas aulas é que te vão ajudar a estudar...é uma forma diferente de estudo, mas eu própria este ano devo ter uma cadeira de cálculos e vou comprar um típico caderno A4 de quadrículas, borracha, lápis e afia...são hábitos.
Para o estudo aconselho que usem e abusem nas cores, principalmente se forem pessoas de estudar com antecedência (coisa que não sou, infelizmente) aconselho a que usem canetas coloridas para usar em esquemas, tópicos, post-its para adicionarem informações importantes que não tenham posto na folha ou na agenda ou para usarem como lembrete, sombreadores para as partes mais complexas/mais importantes, marcadores de página (tipo post-it) para os livros por aí.

Acho que está tudo. Com este post eu percebi que só não só melhor aluna porque preguiça e falta de tempo, basicamente. Por isso não sejam como eu, estudem desde a 2ª semana (a primeira é mais apresentações e ver dos livros e nhanhanhas, vá), organizem-se, têm tempo para tudo (ou não), façam tudo o que gostam e sejam felizes e não muito stressados, isso só faz mal, e a Universidade é para se viver, não para detestá-la.


E não passem o tempo todo a falar com os colegas de casa e com os amigos.
O essencial é manter a calma e não sofrer por antecipação
E é isto. Espero que tenham gostado, e que isto vos traga uma ajuda.
Até à próxima.

PS: é claro que convém ter um portátil e andar com ele de um lado para o outro, ou ter uma boa pen/disco externo e forma de aceder a um pc tanto em casa de casa como na casa da universidade.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Residência Universitária? Why not?

Muitos de vocês já devem saber mais ou menos em que cidade vão entrar e se calhar já andaram a ver casas por lá. Bem, eu tinha uma média um pouco mais baixa que a 1ª opção e sabia que se não entrasse nessa entrava na 2ª. Ou seja, estava ali mesmo entre as duas primeiras opções e entre as duas primeiras cidades, portanto nem me dei ao trabalho de procurar nada, porque nunca ia assinar um contrato sem saber onde ficava, por isso pensei "o que tiver de ser será".
No dia das matrículas tive de esperar umas 3 horas até entrar para fazer a matrícula e durante esse tempo fui com a minha mãe aos Serviços de Ação Social, para ver qual era a probabilidade de ter bolsa e por aí. A minha mãe tinha levado documentos como o IRS e assim e depois perguntei se havia possibilidade de ficar no alojamento universitário. Ele pôs-me como candidata e disse-me logo umas regras, passando uns dias voltei lá para assinar contrato e ficar com as chaves.
De onde eu venho ninguém vê bem estar numa residência "vão-te roubar a loiça toda", "não vais ter privacidade nenhuma", "vais ter de partilhar quarto", "como é que consegues partilhar um apartamento com 8 pessoas?". Bem, eu vou ser sincera convosco, eu não tinha hipóteses de estudar se não tivesse bolsa, e em Aveiro as casas são no mínimo 150€ (sem despesas) e estava fora de questão dizer aos meus pais para gastarem esses valores do bolso deles, e apesar de eu ter algum dinheiro de lado, não chegava para isso...então tive de me sujeitar a isso, já que caso ficasse na residência recebia um suplemento na bolsa com o valor que tinha de pagar pelo alojamento.
No início não me importei com essa ideia, até porque se virem filmes americanos vêem que até o pessoal com dinheiro acaba por ficar no alojamento universitário e tem colegas de quarto. Depois conheci a minha colega de quarto, e só para terem uma noção foi a pessoa da casa com quem me dei pior, era uma pessoa muito empenhada nos estudos (quando digo muito empenhada digo mesmo muito, em demasia), quase que não socializava connosco, mal saía à noite, apesar de viver a menos de 1h de comboio de lá raramente ia a casa porque não se dava muito bem com os pais, era muito nervosinha e stressada, passou o ano a dizer que este ano se ia candidatar para individual e ainda bem, porque apesar dela ser assim, eu adorei conhecer as outras 7 pessoas com quem vivia, foram como as primeiras amigas de Aveiro, dava-me muito bem com quase todas e podia confiar nelas em relação a tudo, ajudavam em tudo o que fosse preciso e havia uma relação de companheirismo ótima. Por isso, se não tiverem muitas posses monetárias e precisarem de ir para uma residência, não liguem ao que dizem, porque só vocês sabem o quanto precisam daquilo, e como aquilo pode ser para vocês a vossa única opção.
É certo que não tenho a privacidade como tinha se tivesse numa casa, mas honestamente para mim não é o que mais importa. Sim, é um pouco complicado estudar (mais no sentido ganhares vontade para isso em vez de estares a falar com as tuas colegas de casa), mas a residência tem umas salas de estudo, a biblioteca está aberta até às 11h da noite, há várias opções se quiseres mesmo estudar. Sei que este ano ganhei umas quantas amigas para a vida e garanto-vos que algumas dessas são as da residência, porque ter de partilhar a água quente e ter de andar a trocar garrafas de gás une bastante as pessoas.



PS: Em Hogwarts também se partilham quartos.
PPS: Nunca me roubaram loiça.

Fiquem bem e até à próxima.
Beijinhos.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

(abençoada) PRAXE

Segui a sugestão de uma bela pessoa, a Sasha, e decidi escrever alguns posts com o intuito de dar dicas aos futuros caloiros. Achei que fazia sentido o primeiro texto ser sobre algo mesmo típico do primeiro ano, e sendo assim este post não é tanto uma dica, mas sim mais a minha opinião pessoal e um bocadinho da minha experiência.
Bem, eu sempre achei que não ia gostar nada da praxe, estive a minha vida toda a achar que não ia fazer nada disso, até que nas férias do ano passado pensei que podia experimentar, um pouco também por influências e mal não havia de fazer.
Cheguei à universidade, no dia da minha matrícula e já estava um pouco apavorada de ver tantos trajados. Não sei explicar, estava com a minha mãe e ainda tinha tanto para fazer, mas eles passavam e não diziam nada, o pior é que eu nem sabia se devia achar isso estranho ou não tendo em conta que já via pessoas com a cara pintada e por aí.
Depois percebi, nós basicamente entravamos num edifício, fazíamos a matrícula e criávamos uma conta na CGD, era nos apresentada a universidade, a associação académica, as festas, os desportos, tudo e mais alguma coisa e no fim tínhamos uma pequena palestra sobre a praxe onde explicava um pouco do código de praxe. Só no final disso tudo é que, quando saímos para fora, as pessoas da comissão de praxe praxaram-nos um bocadinho, nada demais, mas ainda me lembro de nervoso miudinho que senti quando cheguei ao pé deles. Nesse bocadinho diverti-me, a minha mãe assistiu, falei um bocado com a responsável pelo comissão e adorei-a, principalmente a ela, aos outros também, ao ponto de quando me ia embora a minha atual patroa (madrinha na UA) perguntar-me: "então lama (caloira da UA) vai à faina (praxe na UA)?" ao que eu respondi "sim" com um sorriso no rosto e as bochechas e testa com baton vermelho, e assim decidi que ia participar na praxe.
A verdade é que nós, em Aveiro, por norma temos a sorte de só ter praxe nas quartas-feiras à tarde, e 3 noturnas por semestre, e quando chovia era cancelada. Não era aquela praxe dia e noite, dia e noite...só que estende-se até maio (Enterro) o que ajudou na minha decisão.
Depois fui às praxes, não gostei muito da primeira, mas continuei, de resto só me diverti, tenho de admitir que em certos dias não dava muito jeito, por causa do tempo e assim, mas era só uma tarde por semana. Eu só fiz a praxe porque nunca me senti humilhada, divertia-me e estava com os meus colegas para os conhecer melhor. Acho que também tive sorte e fui praxada por pessoas excepcionais, pelas pessoas certas, que estavam lá mais por nós do que para o prazer deles, e eu acho que a praxe é isso, respeito, diversão, aprender a ter amor ao curso, aprender a ter amor à cidade, aprender a maximizar as nossas capacidades, ganhar mais confiança tanto em nós como nos outros, ganhar mais à vontade e conhecer o máximo de pessoas possível. E sim, eu divertia-me nas praxes sujas, ovos na minha cabeça tudo bem, mandarem-me olhar para o chão (raramente acontecia, assim como encher, pôr de 3/4) é que já não gostava assim tanto.
Apesar de já trajar (aquela lágrima de orgulho), ainda vou ter a serenata para a qual estou mega ansiosa. E aposto convosco como vou ser aquela trajada que ainda vai largar umas lagrimitas, de saudades. quando for assistir às primeiras praxes e desejar estar no 1º ano outra vez.



Isto não foi para vos incentivar a fazer a praxe, mas sim para a experimentarem, irem com mente aberta, e levarem aquilo na brincadeira, mas lembrem-se ninguém está lá obrigado, têm toda a liberdade para desistir.
Ah! Aqui uso os termos gerais que dão à praxe, apesar de em Aveiro por norma existir denominações bastante diferentes para algumas coisas.

Bem, este foi o primeiro post assim de pseudo-dicas para o pessoas que vai agora para a universidade, que acharam? E também está aqui um pequeno resumo sobre como foi a minha experiência na praxe, como foi a vossa?

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

I'm back (provavelmente por pouco tempo)

Olá seguidores e seguidoras e pessoa que passou por cá por acaso.
Bem, isto é vergonhoso, mas eu já não escrevo desde...desde que entrei na Universidade há quase um ano, a verdade é que foi um ano intenso e agitado, e para além de eu sentir que este blog como estava já não faz assim muito sentido, também partilhava o quarto na Universidade, o que não me deixava muito à vontade para escrever aqui.
No entanto, houve alguém que me deu umas ideias para uns posts interessantes, e então eu vou tentar fazer os que já tenho mais ou menos planeados na minha cabeça. Depois disso posso pôr mais umas coisas, não sei, não prometo nada, até porque já só tenho pouco mais do que um mês de férias e quando voltar para às aulas duvido que continue ativa por aqui, e por isso peço mesmo imensa desculpa. De qualquer forma, se as coisas correrem melhor do que espero e eu voltar a fazer disto um diário, ou assim, e se escrever sobre alguém, esqueçam as siglas ou alcunhas que eu já dei em posts anteriores, tenho de arranjar forma de recomeçar isto mais ou menos, e a verdade é que essas siglas já não fazem sentido para mim, portanto se falar de alguém devo dar uma alcunha nova e explico quem é, ou assim, pode ser?

É ótimo estar de volta, espero que estejam todos bem e que tenham um ótimo mês de Agosto...com solinho.


Sobre o 22 de há 2 meses atrás

 2 meses que te conheci, mais de 1 mês que deixaste de fazer parte da minha vida, menos de 1 mês desde a última vez que falamos. Penso que n...