Depois de Tudo - P
Depois de tudo o que aconteceu, voltei a cruzar-me contigo, não planeado, apenas inevitável. E, por mais que eu achasse que já tinha guardado tudo numa gaveta bem fechada, bastou olhar para ti para sentir um nó cá dentro, uma indecisão, vontade de perguntar como estavas, mas ao mesmo tempo falta de confiança para tal. Não era amor, nem sequer saudade pura. Era aquele tipo de sentimento que só aparece quando uma parte de nós ainda não entendeu o fim. Talvez o destino tenha querido brincar comigo mais uma vez, pôr-te à minha frente quando eu já me convencia de que tinhas sido só uma história breve, bonita, mas breve. E, no entanto, lá estavas tu, a sorrir, a falar com os outros, como se nada tivesse ficado por dizer. E eu, que pensei que já tinha superado, percebi que afinal ainda havia uma pontinha de dor escondida entre as memórias boas. Ver-te naquela noite fez-me perceber que o que mais me magoou não foi o fim, foi a forma como tudo ficou suspenso, sem explicação, sem um “adeu...